A True Magma gere Certificados de Gestão Ativa próprio, designados por AMC TM Balanced USD Strategy e AMC TM Multistrategy USD
AMC TM Balanced USD Strategy : O objetivo da estratégia consiste em investir numa carteira equilibrada de obrigações com grau de investimento, procurando simultaneamente oportunidades de crescimento de acordo com as diferentes fases do ciclo económico.
AMC TM Multistrategy USD: O objetivo da estratégia é investir em ações, nomeadamente em empresas de rendimento e de valor, assim como em fundos setoriais e trackers que se adequem ao momento dos mercados.
Eventos dos Mercados Financeiros de Agosto 2026

EUA

A economia norte-americana continua a apresentar um bom desempenho, apesar dos preços elevados do petróleo e da subida contínua das taxas de juro. Foram criados 162 mil postos de trabalho, um número bastante acima das expectativas dos analistas, que apontavam para cerca de 55 mil. A taxa de desemprego situa-se agora nos 4,1%, um nível considerado de pleno emprego. Foi também divulgado o índice de atividade económica «Chicago PMI» relativo a setembro, que subiu de 47 para 58,8, confirmando o forte dinamismo da economia.

Apesar dos vários alertas de Sam Altman (CEO da OpenAI), Dario Amodei (CEO da Anthropic) e Elon Musk (CEO da Tesla, SpaceX e X) sobre a necessidade de abrandar o desenvolvimento da inteligência artificial, a verdade é que ninguém quer ficar para trás na corrida à maior revolução tecnológica de sempre. Assim, esta tecnologia não dá sinais de abrandamento e poderá beneficiar significativamente a maioria das empresas, impulsionando o crescimento económico para níveis superiores a 3%.

As empresas preparam-se para apresentar os resultados do terceiro trimestre e os investidores esperam um novo crescimento expressivo dos resultados, na ordem dos 23%. Os investidores mantêm-se otimistas quanto ao desempenho das empresas e, caso estas expectativas se concretizem, o mercado acionista deverá continuar a apresentar um bom desempenho.

As taxas de juro das obrigações a 10 anos continuaram a registar uma subida expressiva, atingindo níveis observados em 2007–2008, durante a crise financeira mundial, ao chegarem aos 5,30%, face aos 4,71% do mês anterior. Esta subida provocou uma desvalorização das obrigações de cerca de 3,5% e funcionou também como um «travão» para o mercado acionista, que caiu 1,45% (MSCI World). Tudo indica que este indicador se encontra numa fase de estabilização, uma vez que, ao longo de 40 anos (1985–2025), o diferencial médio face à taxa de referência da Fed foi de 120 pontos base. Em 2025, este diferencial variou entre 25 e 75 pontos base. Atualmente, situa-se em 1,30 pontos percentuais, pelo que parece estarmos numa fase de normalização e o ajustamento deverá estar próximo do fim.

A Reserva Federal aumentou as suas taxas de juro diretoras em 0,25 pontos percentuais, de 3,75% para 4%, pela primeira vez desde 2023. Esta decisão preserva a independência da instituição e reafirma o objetivo de fazer regressar a inflação aos 2%. É esperada uma nova subida das taxas diretoras já em outubro. A Fed prevê uma inflação de 3,7% este ano, com uma descida para 2,3% até 2027. Entretanto, o índice de inflação PCE relativo a setembro situou-se nos 3,4%, abaixo dos 3,7% esperados, sugerindo que este indicador está a evoluir na direção certa.

EUROPA

As encomendas à indústria alemã cresceram 2,5%, acima dos 0,3% esperados pelo mercado. Este foi o terceiro mês consecutivo de crescimento do indicador, com destaque para as encomendas destinadas à construção naval e ao fabrico de comboios e aviões.

No segundo trimestre do ano, a zona euro registou um crescimento económico acima das expectativas, de 0,6%, face aos 0,4% previstos.

Na Europa, as taxas de juro de referência das obrigações a 10 anos encerraram nos 3,64%, um nível também historicamente elevado, após uma subida de 0,36 pontos percentuais ao longo do mês. Este movimento provocou uma desvalorização das obrigações de cerca de 2,5%, afetando as carteiras defensivas. Esta subida das taxas de rendibilidade das obrigações é global e deve-se sobretudo às pressões inflacionistas, impulsionadas pelo aumento dos preços da energia.

Gestora de patrimónios licenciada e regulada na Suíça

Constituída em 2010, opera sob autorização da FINMA, a Autoridade Federal de Supervisão dos Mercados Financeiros, para a atividade de gestão de patrimónios.